Conheça a origem das festas juninas e aprenda a fazer um delicioso quitute típico
Quando o mês de junho se aproxima, também entram em cena o chapéu de palha dos "sinhozinhos", as saias rodadas das sinhazinhas, as fogueiras e a música dos sanfoneiros: é a hora de se divertir no balanço das festas juninas. Celebradas em todo o país em homenagem a São João, o santo que batizou Jesus Cristo, a tradição, ao contrário do que se imagina, não vem do Nordeste, mas dos países católicos da Europa, continente onde a festa era chamada de Joanina em referência ao santo. No século XVII , a colonização portuguesa atravessou o Atlântico e disseminou o costume de celebrar o dia de São João em países como o Brasil. Aqui, comidas típicas como a mandioca, o jenipapo e doces e pratos feitos à base de milho passaram a fazer parte das comemorações. Manifestações folclóricas, como o bumba-meu-boi e o tambor de crioulo, também se misturam ao universo joanino.
É hora da quadrilha!
Mas as influências não param por aí. A tradicional dança da quadrilha nasceu na Inglaterra, entre os séculos XII e XIII, e se popularizou no meio da nobreza francesa. A dança, de passos marcados, remonta aos bailes e festas que agitavam os luxuosos salões dos palácios parisienses. As reverências dos cavalheiros para as damas e movimentos como o túnel e as trocas de braços são os mesmos. Com raízes profundas na fé católica, os festejos juninos, hoje, possuem o mesmo formato das famosas quermesses promovidas pelas paróquias, com barraquinhas de quitutes e brincadeiras.
Fogueira
De origem européia, as fogueiras juninas fazem parte da antiga tradição pagã de celebrar o solstício de verão. Ainda hoje, a fogueira de São João é o traço comum que une todas as festas de São João européias (da Estônia a Portugal, da Finlândia à França). Estas celebrações estão ligadas às fogueiras da Páscoa e às fogueiras de Natal. Uma lenda católica cristianizando a fogueira pagã estival afirma que o antigo costume de acender fogueiras no começo do verão europeu tinha suas raízes em um acordo feito pelas primas Maria e Isabel. Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e assim ter seu auxílio após o parto, Isabel teria de acender uma fogueira sobre um monte.
Faça uma festa junina na sua casa!
Entre os quitutes que fazem parte das comidas típicas da festas juninas, destacam-se os feitos à base de milho, como a pamonha salgada, bolos, pipoca e o milho verde com sal. Assim, para você festejar São João, a Revista Guia Show traz uma dica deliciosa. Lápis e papel na mão!
Bolo de milho
Ingredientes: 4 espigas de milho verde Meia xícara (chá) de óleo 1 lata de leite condensado 3 ovos 1 xícara e meia (chá) de farinha de trigo 1 colher (sopa) de fermento em pó Manteiga, para untar Farinha de trigo, para polvilhar Açúcar de confeiteiro para decorar
Modo de Preparo: Retire os grãos de milho da espiga, fazendo cortes rente ao sabugo. Bata no liquidificador com meia xícara (chá) de água. Depois passe por uma peneira. Recoloque o creme de milho no liquidificador. Junte o óleo, o leite condensado e os ovos e bata bem. Despeje essa mistura em uma tigela, acrescente a farinha e misture. Por último, junte o fermento. Unte e enfarinhe uma fôrma redonda com furo central e despeje a massa do bolo. Asse em forno médio alto (200 ºC) pré-aquecido por cerca de 40 minutos. Retire do forno. Quando estiver morno, desenforme, polvilhe o açúcar de confeiteiro e sirva a seguir.