Conheça os pratos típicos do país, curiosidades e um pouco de sua história culinária
Num país marcado por conglomerado de religiões, não é de espantar que a cozinha esteja intimamente ligada ao lado espiritual. Em templos religiosos, os hindus costumam oferecer comidas às divindades. O ghee, manteiga purificada feita com leite de vaca ou búfala, é queimada em lâmpadas sagradas dentro do templo.
Além do ghee, outros derivados do leite são conhecidos por reforçar a espiritualidade do indivíduo e muito presente nas preparações. O raita é um molho de iogurte com especiarias e produtos vegetais para diminuir o ardor de pratos muitos condimentados.
O panir é um produto caseiro com textura entre o requeijão e a coalhada. O koya, leite coagulado (ou texturizado), feito com uma técnica milenar, é comumente usado em sobremesas e em alguns tipos de curry.
Na Índia, é proibido o consumo de carne bovina entre os hindus. Consideradas sagradas, elas apenas fornecem leite e são usadas na agricultura. Preservá-las foi a forma que a sociedade primitiva indiana encontrou para não perder a mão de obra animal e alimentar uma população que só aumentava.
Item permanente na mesa indiana, os dals (lentilhas e grão de bico) são usados em pães, frituras e ensopados. E tudo sempre com muita pimenta. Os nativos dizem que ela ajuda a equilibrar a temperatura corporal e é um grande regulador intestinal.
Os condimentos mais apreciados são o açafrão e a cúrcuma. Curry? Na Índia não há referência há uma mistura de temperos com esse nome. Para os hindus, curry é um ensopado de legumes, peixe ou carne.
Quase nunca colocadas em papel, as receitas indianas são transmitidas oralmente, de geração para geração. Talvez por isso essa gastronomia tão exótica não seja tão disseminada mundo afora, como as cozinhas ocidentais.